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28/07/2017 - 22h18m

Itec orienta sobre como proteger equipamentos da umidade

Condensação causa suor que pode danificar interior de equipamentos eletrônicos

Itec orienta sobre como proteger equipamentos da umidade

FOTO: OTÁVIO CAVALCANTE

 Por Redação Gazetaweb com Isaac Moraes/Ascom

Diante do excesso de chuvas e umidade em Maceió, provocado pelo inverno diferenciado deste ano, os aparelhos eletrônicos acabam sendo afetados e podem apresentar alguns problemas, exigindo cuidados específicos para esta época do ano. 

O estudante de design Daniel Cavalcante, por exemplo, sentiu na prática os efeitos da umidade em seu computador. Quando se preparava para continuar a digitar o trabalho de conclusão de curso, o computador simplesmente não ligou mais.

"Quando ele parou de funcionar, levei imediatamente a um técnico que me explicou que a umidade danificou a fonte. Depois, consegui outra fonte com um primo e deu o mesmo problema. Somando-se à maresia, pois moro perto da praia, a umidade nesse período de inverno está sendo mais fatal que de costume para as máquinas aqui de casa", relatou o estudante, que perdeu também uma televisão, um micro-ondas e um liquidificador.

O técnico do Instituto de Tecnologia em Informática e Informação (Itec), Talvanes Medeiros, explica que o suor causado nas peças dos equipamentos pelas variações bruscas de temperatura é o grande vilão dos aparelhos durante essa época do ano.

"Falando sobre computadores de mesa, os desktops, quando a umidade penetra pelas entradas das CPUs condensa e se transforma em suor, o que pode prejudicar os componentes e queimar periféricos. Algumas pessoas utilizam medidas paliativas como saquinhos de silica gel que absorvem a umidade, inclusive dentro dos gabinetes, o que pode ajudar em lugares mais frios, porém a melhor saída é não deixar o computador muito rente ao chão, próximo a janelas, goteiras ou com o ar-condicionado diretamente nele", diz o técnico.

Os notebooks e celulares precisam dos mesmos cuidados contra a umidade, mesmo não sendo tão suscetíveis como os desktops. No caso deles, o perigo é acontecer o efeito contrário, do superaquecimento, em razão da pouca ventilação natural nesses tipos de máquina. A alta temperatura ou bloqueio das saídas de ar, esta última no caso dos notebooks, também podem fazer com que o vapor condense e a mistura com a poeira será nociva. 

"O ideal é fazer uma manutenção preventiva, assim como fazemos com carros, principalmente para quem estiver próximo da maresia; ter cuidado com a exaustão do ar (o ar que sai do computador), que não pode ficar tampada, pois ela também ajuda na diminuição da umidade", complementa Talvanes Medeiros.

Em Alagoas, a temperatura não tende a baixar tanto como em outros Estados do Brasil, ou seja, o frio intenso aqui não chega a ser um problema permanente, mas a umidade, seja em dias de calor, de chuva ou de mormaço, está sempre presente e inspira cuidados.

Para o coordenador da Central de Serviços do Itec, Elton Acioli, a melhor recomendação para quem teve esse tipo de problema no computador, seja de umidade ou outros, ainda é procurar um técnico especializado.

"Antes de qualquer diagnóstico, algumas pessoas costumam se aventurar em tentar resolver o problema por si só, o que pode ocasionar desde um acidente até uma piora na situação do equipamento, pois problemas em algumas partes como a placa-mãe, por exemplo, podem ser fatais para a máquina. Então procure sempre alguém especializado. O ideal é fazer a preventiva, o que inclui uma limpeza semestral, teste de fontes, de outros componentes, etc. Não se deve deixar para procurar ajuda apenas quando o computador der problema", recomenda Elton Acioli. 

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